Por: Prof. Ms. Greiciely Lopes  | Facebook greicielylopespersonaltrainer | Twitter @GreicielyLopes 

 

Nos últimos anos, o treino de força também conhecido como MUSCULAÇÃO assumiu uma importância significativa em programas de intervenção direcionados a indivíduos com excesso de peso e/ou obesos. Os principais argumentos que justificam a sua proposição são o aumento da massa magra e o consequente aumento das taxas metabólicas de repouso, o que repercute decisivamente no equilíbrio energético diário.

No entanto, um dos pontos negativos associados ao treinamento de força sobre a sua eficiência na modificação da composição corporal é o reduzido impacto metabólico promovido numa sessão de treino, que parece apresentar um gasto calórico inferior ao de modalidades aeróbias com intensidades moderadas a altas.

 

O gasto calórico no treinamento parece depender da manipulação de inúmeras variáveis tais como: volume, intensidade, intervalo de recuperação entre séries e exercícios e velocidade de execução, além do método de treinamento utilizado.

O gasto calórico pode variar de acordo com o tipo de treinamento utilizado. O treinamento tradicional, por exemplo, intensidades entre 60-80% de 1RM, 8 a 10 repetições por série, e 2-3 séries com intervalos entre 1-2 minutos entre elas, parecem promover um significativo impacto metabólico. Cada tipo de treinamento é realizado em determinado momento do treinamento dependendo da aptidão física e tempo de treinamento do aluno!

Estudos analisando o intervalo de recuperação sugerem que menores intervalos de  recuperação entre séries e exercícios aumentam a intensidade da sessão de treinamento, provocando maiores valores de gasto energético. Isso não significa que você deve minimizar os intervalos de recuperação pois para cada tipo de treinamento existe um determinado intervalo de recuperação que deve ser respeitado!

Maior estresse fisiológico é observado em treinos de alta intensidade onde são produzidas maiores magnitudes de frequência cardíaca,  concentração de lactato e percepção subjetiva de esforço.

Os estudos atuais sugerem que o gasto calórico durante e após o exercício são dependentes das variáveis de treinamento utilizadas (volume, intensidade, número de séries e repetições, velocidade de execução do  movimento e intervalo de recuperação). Aumentos  no gasto calórico em resposta ao treino de força são observados em exercícios que envolvem grandes grupos musculares,  alta intensidade, grande volume de treinamento e  menores intervalos de recuperação.  

São vários detalhes que o Profissional de Educação Física deve analisar na montagem de uma planilha de treino para que o treino consiga ser eficaz para cada aluno / atleta. Portanto não perca tempo e procure um Profissional para realizar a elaboração / periodização e fazer o acompanhamento dos seus treinos!

 

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Mestre em Fisiologia da Performance (UFPR). Especialista em Atividade Física e Saúde (UFPR). Personal Trainer em academias e condomínios. Personal Coach do Lifex Institute Curitiba. Cursos de certificação internacional: Resistance Training Specialist. Professora de Cursos de Pós-Graduação. Diretora técnica do Exercite-se.com.

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