O exercite-se.com traz mais um relato impressionante em comemoração ao dia do Jornalista. O jornalista Sergio Brandão conta sua história.

Tudo começou no final de 2000. Com 44 anos, fumava três maços de cigarro. Pesava 89 quilos e me alimentava muito mal. O cigarro me acompanhou por mais de 30 anos.
Sabia e sentia que estava abreviando minha vida. Antes, vale lembrar de uma outra história que vai fazer sentido mais na frente.
Em 1994 trabalhei como jornalista numa prova de triathlon. Me apaixonei por aquilo, mas a prática do esporte passava bem longe, muito longe de mim. 
De vez em quando jogava uma partidinha de futebol e de tênis. Até que um dia percebi que não conseguia mais correr atrás da bola. Foi jogando tçenis, perdendo para um sujeito que eu sabia que jogava mais que ele.
Isso foi num domingo. Aquilo me deixou chateado e me ajudou a chegar a única conclusão: “Preciso largar o cigarro e mudar de vida”.
Na segunda-feira comecei a guerra contra o cigarro. Fui reduzindo aos poucos. Tinha uma semana para fumar o último maço.
Foi o que fiz. Neste período lembrei da história do triathlon. Me propus a fazer a prova do Sesc, em Caiobá, no ano seguinte. Com a ajuda de um amigo da área de educação física, o Carlos Mosquera, irmão do nosso colega Jorge Mosquera, comecei a correr. Me matriculei numa academia e fui aprender a nadar. No final do ano já conseguia dar umas braçadas, mas ainda não dava pra entrar no mar.
Corria alguma coisa, mas ainda não devia arriscar uma provinha. Mais uns meses, correndo com disciplina, me alimentando melhor, e com aulas de natação 3 vezes por semana, perdi quase 20 quilos. Dos quase 90 quilos, cheguei aos 70 quilos.Mas perder peso não era o meu propósito. Estava mesmo preocupado com a qualidade de vida.


Comecei como todos com as provas de 10 km. Logo encarei a meia maratona de Blumenau. Fui achando que não conseguiria, mas terminei. 
Completei com 1h:50 min. Aquilo me motivou, mas vi que o meu principal objetivo, o Triathlon, ainda estava longe de ser alcançado.
Troquei a ordem das coisas. Como estava ganhando gosto pela corrida, logo depois da meia de Blumenau, entrei de cabeça na Maratona de Curitiba.
Todos disseram que seria loucura, mas fui em frente. Tinha pouco mais de dois meses para os treinos. Muito pouco para quem se propõe a uma Maratona. 
Com o que deu, encarei. Mais uma vez consegui terminar a prova. Desta vez em 4h e 39 min.
Fui me especializando em corrida e aos poucos fui melhorando meus tempos. Sempre sendo acompanhado por profissionais da área.
Ainda no final de 2000, faço um triathlon em Fortaleza. Tinha que ser assim, longe, para ninguém ver, no caso de um fracasso.
Era um Fast ( a distância mais curta do triathlon- destes que a Globo coloca no ar todo começo de ano: 200 metros de natação, em torno de 4 km de ciclismo e quase 2 km de corrida, com apenas uma bateria. Sabia que naquelas distâncias tinha tudo para conseguir terminar. Foi o que aconteceu.
De lá para cá, foram vários duathlons, triathlons, meias maratonas, provas de 10 km e 11 maratonas. Não consigo mais parar. Viciei. 
Há dois anos não faço uma maratona, há 8 anos não faço triathlon, mas não parei de treinar e sempre me mantive dentro de uma disciplina alimentar.
Em agosto deste ano descubro uma série de problemas de saúde. Câncer de intestino, hérnia de hiato e visícula comprometida. Hoje estou totalmente recuperado de tudo. Pronto para novos desafios. Melhor que antes e agora com 55 anos recomeço meus treinos que na verdade nunca foram deixados de lado. Na medida do possível,durante cirurgias e tratamentos, fazia o que podia, apenas para manter o peso.
As provas de 10 já foram retomadas. Traiathlons também.
É no treino de corrida, de natação e pedalando, que muitas vezes aparecem as soluções para problemas. Não consigo mais parar! Isso vicia!

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