Dentre inúmeros benefícios da prática do exercício físico a caminhada junto com uma boa alimentação ajuda na queima de calorias ajudando a controlar o peso, controle dos níveis de colesterol e diabetes podendo ajudar na redução do colesterol ruim (LDL) e aumentando o nível de colesterol bom (HDL) também reduz os níveis de glicose melhorando a ação dos níveis de insulina do corpo, fortalecimento da estrutura óssea e muscular contribuindo na melhora da postura, melhora da condição cardiovascular, melhora da imunidade, essa prática com freqüência faz com que seja feita a liberação da endorfina mais conhecida como o hormônio do bem estar que promove uma sensação de prazer trazendo mais disposição para o dia a dia deixando de lado o stress, aumenta a circulação sanguínea contribuindo para o controle da hipertensão arterial.

Existem vários estudos que comprovam os resultados dos exercícios físicos em pessoas sedentárias e com outros fatores de risco de doenças, abaixo um artigo que mostra o resultado da caminhada em pessoas hipertensas alterando a pressão arterial e melhorando sua aptidão física.

Artigo

Efeitos do exercício físico na pressão arterial sistêmica de indivíduos praticantes de caminhada

A pressão arterial (PA) é a medida da força ou pressão exercida pelo sangue nas artérias. Caracteriza-se por elevação dos níveis tencionais acima dos valores normais da pressão arterial sistêmica. Entre seus fatores de risco, encontram-se etnia, idade, Diabetes Mellitus, sexo, tabagismo, etilismo, sedentarismo, obesidade. A prática de exercício físico pode retardar os declínios funcionais, além de diminuir o aparecimento de doenças crônicas em idosos. Esta pesquisa visa analisar se a prática de exercício físico, especificamente a caminhada, altera a pressão arterial. Para a realização deste estudo, foram analisados indivíduos portadores de hipertensão, participantes do programa de prevenção e reabilitação de doenças crônico-degenerativas, 3 vezes na semana, com duração de 1 hora, sendo composto de alongamento e aquecimento, caminhada e relaxamento. Verificou-se a pressão arterial, freqüência cardíaca, e a escala de Borg antes e após a caminhada. A média de pressão arterial inicial foi de 89,7 ± 5,51 e a média de pressão arterial final foi de 89,4 ± 6,09 nos indivíduos estudados. Após um programa de caminhada para indivíduos com HAS, percebe-se que estes evoluíram, ou seja, houve uma melhora na aptidão física, nas variações das pressões arteriais sistólica e diastólica.

Resultados

Foi analisada a amostra de 10 indivíduos, que cumpriram o critério de inclusão previamente definido. Os dados da pressão arterial sistêmica foram obtidos na postura sentada.

A média de pressão arterial inicial foi de 89,7 ± 5,51 nos indivíduos estudados. A média de pressão arterial final foi de 89,4 ± 6,09.

As médias inicial e final da pressão arterial média (PAM) dos 10 indivíduos submetidos ao estudo, estão representadas no gráfico 1.

Gráfico 1. Média de PAM inicial e final dos indivíduos.

Discussão dos dados

A pressão arterial é um fator primordial na fisiologia do sistema circulatório, assim, é de grande importância que um indivíduo tenha uma pressão arterial sistêmica regulada. Para isso, é necessário que haja uma boa qualidade de vida, ou seja, um certo controle nos fatores de risco.

As alterações na estrutura dos vasos sangüíneos resultantes do envelhecimento exercem um impacto fisiologicamente importante no sistema arterial. Devido à perda significativa da elasticidade das grandes artérias e da aorta, os vasos tornam-se mais rígidos.8

O sedentarismo está diretamente relacionado ao aparecimento de uma série de distúrbios cardiovasculares, pois a atividade física auxilia na diminuição da PA diminuindo o peso e a massa adiposa corpórea e promovendo modificações metabólicas e do estado hemodinâmico, como redução da freqüência cardíaca e da resistência vascular periférica.9

No Gráfico 1 podemos constatar que as médias aritméticas dos incrementos da pressão arterial tiveram pequena diminuição após o exercício físico, o que nos leva a acreditar que 10 dias de caminhada não foram o suficiente para atingirmos uma estabilização com uma maior amplitude de variação da pressão arterial .

Essa queda na pressão tanto sistólica quanto diastólica, sugere que atividade física é capaz de promover alterações na complacência vascular, ocorrendo relaxamento da musculatura dos vasos após atividade física. 9

O treinamento com exercícios regulares e moderados acarreta uma redução persistente na pressão arterial tanto sistólica quanto diastólica. Uma redução de aproximadamente 10mmHg na pressão sistólica e uma queda de aproximadamente 8mmHg na pressão diastólica podem ser esperadas entre as pessoas com hipertensão que são submetidas a um treinamento com exercícios regulares. Assim sendo, cada vez mais, os clínicos recomendam que o paciente com HAS adote primeiro um programa de atividade regular e moderada antes de iniciar a terapia medicamentosa. 10

 

Considerações finais

Após um programa de caminhada para indivíduos com HAS, percebe-se que estes evoluíram, ou seja, houve uma melhora na aptidão física, nas variações das pressões arteriais sistólica e diastólica. Entretanto, ainda há necessidade de um novo trabalho com maior controle das variáveis intervenientes (fatores emocionais, alimentação, tabagismo, etilismo), para que se determine com maior detalhe os mecanismos pelos quais o exercício físico, de fato, reduz os níveis tensoriais de indivíduos hipertensos.

Referências

  1. HEYWARD, Vivian H.. Avaliação física e prescrição de exercício: técnicas avançadas. Porto Alegre: Artmed, 2004 319 p.
  2. RIBEIRO, Artur Beltrame. Atualização em hipertensão arterial: clínica, diagnóstico e terapêutica. São Paulo: Livraria Atheneu, 1996. 231 p.
  3. SANTOS, Zélia Maria de Sousa Araújo; SILVA, Raimunda Magalhães da. Hipertensão arterial: modelo de educação em saúde para autocuidado. Fortaleza: UNIFOR, 2002. 94 p.
  4. BRASIL. Hipertensão arterial sistêmica (HAS) e diabetes mellitus (DM): protocolo. Brasília, DF: Ministério da Saúde, 2001. 94 p.
  5. FROELICHER, Victor F.; MYERS, Jonathan; FOLLANSBEE, William; LABOVITZ, Arthur J.. Exercício e o coração. 3. ed. Rio de Janeiro: Revinter, 1998. 440 p.
  6. SILVA, Daniela K.; NAHAS, Markus V.. Prescrição de exercícios físicos para pessoas com doença vascular periférica. Revista Brasileira Ciência e Movimento, Brasília, v. 10, n. 1, p. 55-66, jan. 2002.
  7. ALMEIDA, T. L.; RIBES L.. Pesquisa quantitativa ou qualitativa: adjetivação necessária. Porto Alegre: Sulina; 2000.
  8. CARVALHO FILHO, Eurico Thomaz de; PAPALÉO NETO, Matheus. Geriatria: fundamentos, clínica e terapêutica. São Paulo: Atheneu, 2000. 447 p.
  9. SIMÕES et al. Análise da pressão arterial em resposta a exercícios aeróbicos e anaeróbicos em pacientas hipertensos. Revista Reabilitar, v. 7, n. 27, p. 22-29, 2005.
  10. FOSS, Merle L.; KETEYIAN, Steven J. Fox bases fisiológicas do exercício e do esporte. 6. ed. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2000. 560 p

 

Veja onde mais você pode nos encontrar:

Acadêmica de Educação Física Bacharelado em Unibrasil. Participa de competições de Corrida de Rua e Powerlifting. Campeã Paranaense de Powerlifting – Categoria Junior 2011.

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