Na Grécia antiga, o esporte era considerado prática totalmente masculina e por muito tempo era uma condição imutável. Segundo Ceccheto (2004), os primórdios do esporte eram para construção da personalidade masculina, pois trazia violência e competição. Atualmente não é a realidade do desporto, desde que Coubertin permitiu a participação das mulheres nas olimpíadas, em 1900, e a participação de Maria Lenk no jogos olímpicos, as mulheres ganharam seu espaço no esporte e ajudaram a mudar as características da atividade física.

Quebrando tabus e barreiras, as mulheres conquistaram seu espaço no esporte e na atividade física. Quem não conhece Paula Radclife, que é recordista na maratona, e Fernanda Keller, a rainha brasileira do triathlon? Não diferente, ainda podemos citar as guerreiras Ana, Adriane, Dione, Sandra e Priscila e outras inúmeras mulheres que correm, pedalam, nadam, fazem musculação com o objetivo de superar seus limites, perder aquela gordurinha ou levantar o bumbum para o seu amado.  Encharcam a camisa de suor sempre com beleza, graça e com uma força fora do comum, pois a mulher é mais do que uma triatleta, por que corre, pega peso, cuida do filho, do esposo, trabalha, estuda e sempre está bela e formosa. Isso sim é atleta.

A jornalista Adriane Werner, A médica Sandra Temporal, a professora Ana Osiecki, A atleta Dione Chillemi e a funcionária pública Priscila Faria têm muito em comum: a paixão pela atividade física. Superam toda a correria do dia-a-dia e não deixam de treinar.

Supermulheres mostrando a beleza da força.

“A corrida para mim é de um momento de minimizar o stress. Para manter a prática da corrida é uma “saia justa”. Saio para treinar às 6h da manhã e faço musculação. Logo depois, por volta das 8h vou para a universidade e levo meus filhos para a escola na hora do almoço. Pela tarde fico na universidade até ir pegar meus pequenos e levá-los para aula de natação. Rapidamente me desloco para a aula de inglês, que começa Às 19h30. Ao voltar para casa (22 h), trabalho mais um pouco, até 1 ou 2 da manhã. Isso é quase uma rotina, por causa do doutorado. E no outro dia tudo se repete ou pelo menos bem parecido!” Conta a Professora Ana (45) e acrescenta: “Não me vejo sem a CORRIDA, faz parte da minha vida, da minha identidade”.

Rotina não muito de diferente da Maratonista Dione (42) que de desde 6h da manhã está na pista da Universidade Federal para um dia de treino de 2 a 3 horas. Dione ainda procura o tempo para arrumar a casa entre os horários em que dá treinamento personalizado.

A jornalista Adriane Werner (40) e a funcionária pública Priscila Faria (30) não deixam um dia para pegar pesado na musculação. Madrugando entre os pesos, acordam às 6 horas da manhã para treinar. “Quando estou em Curitiba, acordo e vou pra academia, volto, me arrumo e vou para o escritório (que é na minha casa, mas tento separar bem as funções). Normalmente tenho reuniões fora, palestras e treinamentos que me tiram do escritório por muito tempo. Não tenho controle sobre minha agenda, por causa dessa correria e para completar, minha filha, Paola, com quase 18 anos, está fazendo intercâmbio nos Estados Unidos. Tentamos nos falar todos os dias, mas a diferença de fuso (4 horas a menos lá) às vezes faz nossos horários não baterem. A saudade é enorme e às vezes é difícil pra ela compreender essa distância. Quando estou viajando, tento me hospedar em hotéis que tenham academia, mas, por melhores que sejam os hotéis, invariavelmente as academias são bem ruins… as esteiras são desconfortáveis e não me dão a mesma segurança que eu tenho na academia daqui. Mas tento fazer ao menos uma caminhada no parque, uma corridinha na esteira…e cuidar da alimentação, o que nem sempre é fácil, porque os eventos e treinamentos sempre têm coffee-breaks e refeições muito tentadoras. Rotina pesada, mas não a troco por nada. Não saberia viver sem essa correria toda. . diz Adriane.

Priscila fica duas horas na academia e comenta que para agüentar o “tranco” de poucas horas de sono conta com a ajuda de suplementos alimentares, que auxiliam na disposição na recuperação do corpo.

Amar tudo que faz e delegar são palavras de ordem nas rotinas da médica Sandra Temporal (44). “Isso já faz com que nos dediquemos muito, consigamos estudar e dividir o tempo para cada coisa”. E acrescenta: “Nós damos muitas desculpas de filhos, de trabalho, mas não interessa a quantidade de tempo e sim a qualidade deste tempo que dedicamos a elas”.

Supermulheres, mães e todas amam o que fazem. Independente de como levam suas rotinas, dão um exemplo de determinação e foco, sem esquecer um mínimo detalhe e nem as pessoas que amam. Sempre com graça, beleza e com um sorriso no rosto radiante que nos deixam, homens do sexo frágil, encantados.

O exercite-se.com homenageia as todas as mulheres do mundo que organizam suas rotinas e treinam para valer.

Veja onde mais você pode nos encontrar:

Professor especialista em Treinamento individual e Qualidade de Vida pela PUC-PR, Personal trainer e corredor nas horas vagas. Professor em Musculação e avaliador físico em Curitiba.

Deixe seu Comentário

Powered by Facebook Comments

One Response


  1. Greiciely Lopes on 08 mar 2012

    Simplesmente adorei o post William!
    Uma grande homenagem a essas guerreiras que você tem o prazer de ter a amizade e a todas as mulheres que se dedicam, se esforçam, enfrentam ‘maratonas’ diárias… Parabéns a todas as mulheres!


Deixe seu comentario