Há pouca informação sobre o efeito que a fase do ciclo menstrual exerce sobre a força máxima. Alguns estudos relatam aumento na forma máxima durante a fase folicular (do fluxo menstrual ate aproximadamente 14 dias após) em comparação com as da fase lútea (de aproximadamente 14 dias após o fluxo menstrual até o início do próximo). A força ou desempenho físico podem variar durante as diferentes fases do ciclo menstrual por causa das variações hormonais.

O ciclo menstrual inicia-se no primeiro dia da menstruação, na sua primeira fase ocorre uma produção exclusiva de estrogênio pelo ovário e, logo após a ovulação, tem início a fase de produção de progesterona, conhecida também como fase lútea.

A progesterona tem um efeito catabólico sobre o músculo, alcançando sua maior concentração na fase lútea. O cortisol, que também possui efeitos catabólicos, igualmente alcança maiores concentrações durante a fase lútea comparando-se à fase folicular. A testosterona permanece em uma concentração relativamente constante durante todo o ciclo menstrual, exceto por um aumento durante a ovulação. Em mulheres não-treinadas, uma maior resposta aguda do hormônio de crescimento ao treinamento de força é notada na fase lútea, em comparação com a fase folicular.

Essas alterações hormonais com as diferentes fases do ciclo menstrual têm levado alguns autores a postular que o treinamento de força deve ser variado durante as diferentes fases do ciclo menstrual.

As melhores condições para o crescimento e para o reparo muscular ocorrem na fase folicular em comparação com a fase lútea. Portanto, a intensidade ou o volume do treinamento devem ser reduzidos durante essa fase e aumentados na fase folicular.

Alguns estudos notam pouca ou nenhuma diferença no desempenho aeróbico ou anaeróbico nas fases do ciclo menstrual, enquanto outros demonstram queda do desempenho durante a fase pré-menstrual ou menstrual e melhores desempenhos ocorrendo entre o período pós-menstrual imediato e o 15º dia do ciclo menstrual.

Independente da fase do ciclo menstrual, a participação no treinamento físico e em competições não deve ser desencorajada e não tem nenhum efeito prejudicial sobre a saúde!

Resumindo:

Fase folicular: relacionada com aumento da força máxima. Deve-se aumentar a intensidade e o volume de treinamento.

Fase lútea: o cortisol e a progesterona alcançam maior concentração, com efeitos catabólicos sobre o músculo; a testosterona permanece constante, exceto por um aumento no período ovulatório; maior resposta aguda do hormônio de crescimento. Deve-se focar o reparo e crescimento, reduzindo a intensidade e/ou volume do treinamento.

Veja onde mais você pode nos encontrar:

Mestre em Fisiologia da Performance (UFPR). Especialista em Atividade Física e Saúde (UFPR). Personal Trainer em academias e condomínios. Personal Coach do Lifex Institute Curitiba. Cursos de certificação internacional: Resistance Training Specialist. Professora de Cursos de Pós-Graduação. Diretora técnica do Exercite-se.com.

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