Por Luiz Carlos Carnevali Junior e Júlio Cesar Papeschi

“Períodos de interrupção de treinamento, ou mesmo redução na freqüência, são fatos comuns para praticantes de atividade física, sejam em nível recreacional ou em alto rendimento. Para atletas, o período de destreino pode ser usado como uma estratégia interessante de forma a possibilitar uma recuperação devido a grandes períodos de stress ao que o organismo foi submetido. Diversos são os motivos que podem ocasionar estas interrupções: desgaste físico e psicológico, lesões, falta de tempo, fase de preparação, entre outros. Este processo, seja de maneira planejada ou não, pode, dependendo da magnitude, levar a perda de grande parte do trabalho realizado e comprometer uma futura recuperação dos ganhos obtidos. Este processo é chamado de destreino”.

Mas o quanto se perde dos valores adquiridos durante o período de treinamento?

O artigo buscará elucidar fatores que influenciam diretamente no destreino como a magnitude da resposta ao período de inatividade.

Gentil (2008), descreve a base do principio da adaptação, como uma tentativa de ajuste do organismo a um estímulo externo que o afasta do equilíbrio. Como adaptações que levam ao ganho de força podem ser citados as adptações neurais, como coordenação intramuscular, intermuscular, distorções na execução bilateral, co-ativação, excitabilidade de neurônios entre outros (Aagaard P. 2003, Enoka, 1997, Kraemer et al., 1996) assim como alterações morfológicas, como o ganho de massa muscular, que contribuíram com o acréscimo na força muscular nas fases mais adiantadas de treinos (Moritani T., 1979).

Segundo Fleck e Kraemer 1999, a velocidade de perda da força depende da extensão do período de treinamento anterior ao destreino, intensidade do treinamento e tipo de teste de força muscular utilizado.

Diversos são os autores que não verificaram perdas de força com períodos curtos de interrupção de treinamento. Sforzo et al., mostraram que a interrupção do no período treinamento em idosos, não acarretou em perda de força após um período de 5 semanas de destreino.

Kraemer et al. 2002, verificaram perdas não significativas na força de membros inferiores e superiores para praticantes de treinamento de força submetidos a seis semanas de destreino, havendo somente diferenças para potência.

Em um trabalho interessante, Hakkinen et al. (1995) verificaram os efeitos do destreinamento durante curtos (3 semanas) e longos períodos (24 semanas) de interrupção do treino, com jovens e idosos não praticantes de atividades físicas, submetidos a treinamento de força e explosão. Durante o período de 3 semanas de destreino somente a força isométrica máxima apresentou diminuições significativas. Após o período de 24 semanas foram verificadas diferenças significativas em todas variáveis estudas com exceção do teste do salto vertical que permaneceu com valores próximos aos do pós treino (…)

O trecho acima faz parte do texto “Efeitos Fisiológicos Do Destreinamento” que você pode conferir na íntegra, no Blog do Professor Luiz Carlos Carnevali Júnior.

Mestre em Fisiologia da Performance (UFPR). Especialista em Atividade Física e Saúde (UFPR). Personal Trainer em academias e condomínios. Personal Coach do Lifex Institute Curitiba. Cursos de certificação internacional: Resistance Training Specialist. Professora de Cursos de Pós-Graduação. Diretora técnica do Exercite-se.com.

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