A disfunção patelofemoral acomete principalmente as mulheres devido ao caráter A

Artigo publicado por William Meirelles – www.exercite-se.com

Em busca do corpo perfeito mais vezes encontramos novos adeptos as atividades físicas em geral, especialmente a musculação, não só pela pratica segura, se acompanhado por profissional, mas também por proporcionar resultados mais eficazes e em curto prazo.

O sedentarismo acarreta problemas como obesidade, diabetes, alterações cardiorespiratórias e dores articulares mais comuns em coluna e joelho.

A proporção das patologias articulares aumenta ainda mais quando esses indivíduos apresentam desvios posturais na coluna (Alterações das curvaturas lordóticas e cifóticas e Escoliose) e dos joelhos (Geno Valgo, Geno Varo, Geno Flexo e Geno Recurvato).

No joelho uma das patologias mais comuns é a disfunção patelofemoral, mas comumente conhecida como “Condromalácia”, mas e só chamada assim quando nessa disfunção há degeneração dos componentes do joelho como ligamentos e estruturas ósseas (Cohen, M. et al., 2003). A dor pode ser localizada na região medial, lateral, retropatelar ou peripatelar, e descrita como uma dor difusa, sutil e latejante, sendo agravada por atividades que aumentem a força de compressão na articulação patelofemoral, principalmente ao subir e descer escadas, agachar, ficar sentado por um tempo prolongado e caminhar em lugares inclinados (Fulkerson apud. SILVA, 2004). A disfunção patelofemoral acomete principalmente as mulheres devido ao caráter fisiológico (Tamanho do Quadril) de sua anatomia (valgismo).

Condromalácia é a degeneração da cartilagem articular causada pelo seu amolecimento e é uma disfunção da articulação patelofemoral, onde este amolecimento inicial muitas vezes progride até a formação de fissuras, ulceração e artrose. Não confunda A condromalácia é uma disfunção Patelofemoral, mas nem toda disfunção é condromalácia.

Caracteriza o quadro clínico da condromalácia de acordo com os seguintes sinais e sintomas:

– Dor ou pressão intra-articular

– Dor constante ao subir e descer escadas;

– Sensação de crepitação aos movimentos do joelho;

-Sensação de falseio devido à instabilidade patelofemoral, provocada pelo desequilíbrio muscular;

– Bloqueio mecânico;

Avaliação

Antes do inicio de qualquer exercício fisico é importante realizar uma avaliação fisica. A avaliação é utilizada para perceber o avanço de um treinamento aplicado, verificando se houve evolução e quais as variáveis possíveis para obter o sucesso. Ë de competência do Profissional de Educação Física, além da avaliação antropométrica (Perimetros, definição de percentual de gordura), a avaliação postural e essa que determinará os desvios posturais do joelho (valgismo, varismo, recurvato e flexo) que poderão determinar a musculaturas a serem trabalhados afim de diminuir os desequilibrios articulares.

Treinamento Muscular

O treinamento neuromuscular deve consistir em exercícios em cadeia cinética fechada exercícios onde o segmento distal está fixo ou apoiado, envolvendo com isto atividade de um conjunto maior de articulações (Agachamento, Leg Press, Passsdas), cadeia cinética aberta exercícios nos quais a extremidade distal do segmento está livre no espaço, levando a movimentos mais específicos e isolados das articulações (Extensora, Mesa Flexora), com exercícios de sucessão (corrida, caminhada) e cadeia cinética parcial (exercicios de equilibrio em cama elástica). Para instibilidade patelofemoral devem ser respeitados alguns angulos para realização dos exercicios

Os exercícios de Cadeia Cinética Fechada (CCF) nos ângulos 0º a 30º segundo Prentice (2002) de 0º a 40º e Ellenbecker (2002) 0º a 50º. Mas atenção com as mulheres, muitas delas ao realizar o agachamento ou o leg press aumenta o seu valgismo sendo necessário fortalecer grupo muscular adutor da coxa para melhorar o equilíbrio articular.

Os de Cadeia Cinética Aberta (CCA) nos ângulos de 90º a 60º tem menor estresse articular, e quanto maior a extensão maior lateralização da patela.

O exercício de cadeira imaginária (Exercício isométrico em flexão com o aluno encostado na parede e joelhos fletidos em 90º e com uma bola pressionada entre eles) apresentado por Wilson Jr. (2004), para estimular o trabalho no vasto medial obliquo (VMO), principal estabilizador da patela.

No trabalho realizado a combinação exercícios com pesos e alongamento são de grande importância, as musculaturas encurtadas precisam ser alongadas para facilitar o equilíbrio das mesmas no joelho. Por exemplo, os isquiostibiais, quando rígidos, causarão um aumento de flexão da articulação durante a corrida, aumentando a compressão patelar, juntamente com os gastrocnêmios (panturrilhas) que encurtados compensarão com a pronação do pé e a banda iliotibial que se encontra altamente rígida nos portadores da instabilidade. (LaBRIER & O’NEIL,1994) e realizar alongamentos dos abdutores da coxa .

Claro que o treinamento abrange muito mais coisas, mas nada que uma conversa com seu professor, ele que melhor vai adequar seu treino aos seus objetivos.

Bom treino.

Professor especialista em Treinamento individual e Qualidade de Vida pela PUC-PR, Personal trainer e corredor nas horas vagas. Professor em Musculação e avaliador físico em Curitiba.

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4 Responses


  1. Anderson Fernando Pereira on 10 jun 2011

    Grande amigo e professor William! Parabens é isso aí, precisamos nos encontrar heim, um grande abraço

  2. Tiago Lima on 13 abr 2011

    Muito bom seu artigo professor…

    Abraço.

  3. ALI ANNAN on 13 abr 2011

    Bom dia. Muito bem esplanado, legível e de fácil compreensão.

  4. Jacqueline Rosa on 10 abr 2011

    Grande professor Willian!


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