Rio de Janeiro (Agência Rio) – Lombalgias agudas são muito comuns e possuem como causas movimentos realizados de forma errada. Já lombalgias crônicas são menos comuns mas requerem tratamento multidisciplinar devido a sua complexidade. Casos de dor na coluna são cada vez mais frequentes em função do sedentarismo, obesidade e estresse.

De acordo com o neurocirurgião e especialista em cirurgia de coluna vertebral do Hospital 9 de Julho, Dr. Alexandre José Reis Elias, 90% da população terá pelo menos um episódio ou crise de dor na coluna ou lombalgia no decorrer da vida. E os motivos para isso estão cada vez mais frequentes. “Podemos dizer que o número de pessoas que sofrem de dor nas costas tem aumentado principalmente em função do sedentarismo, do sobrepeso e do estresse”, afirma o médico.

Mas, como definir quando a dor nas costas é passageira ou pode indicar um problema mais grave? O Dr. Alexandre explica que o problema mais comum é a lombalgia aguda, com duração da dor menor que 12 semanas. Trata-se de uma dor que aparece na coluna lombar (entre a última costela e as nádegas), que piora muito ao fazer qualquer movimento com o corpo. Por isso, o paciente “anda com o corpo duro”.

A causa mais comum da lombalgia aguda é algum movimento errado que o paciente fez como: carregar peso em excesso ou de forma errada; abaixar o tronco para pegar algum objeto, com as pernas esticadas; fazer rotação do corpo mantendo os pés parados no chão ao invés de rodar todo o corpo; ou, ainda, pegar algum objeto em uma estante alta inclinando o corpo para trás.

Quando a dor nas costas dura mais que 12 semanas é caracterizada como lombalgia crônica e, por ter causa multifatorial, é bem mais difícil de ser tratada, requerendo a procura de um centro especializado em dor, com equipe multidisciplinar formada por neurocirurgião, reumatologista, fisiatra, ortopedista etc. É o caso do Centro de Dor, Neurocirurgia Funcional e de Coluna do Hospital 9 de Julho, em São Paulo.

Independentemente da duração da dor, o indicado é, ao surgimento dos sintomas, que a pessoa procure um especialista para avaliar a gravidade do problema e iniciar o tratamento. “Apesar de rara, a causa da dor pode ser a presença de fraturas, tumores ou até mesmo uma infecção da coluna. Somente com uma avaliação médica podemos saber se é alguma doença mais grave ou não”, completa.

Dicas para evitar a sobrecarga na coluna e a dor:

– melhor posição para dormir: Não dormir de bruços, mas de lado e com um travesseiro entre os joelhos; ou de barriga para cima, com um travesseiro atrás do joelho;

– tipo de colchão: não deve ser muito mole, nem muito duro. Os semiortopédicos são uma boa opção, porém não existe regra e a escolha é individual;

– melhor forma de levantar da cama: virar o corpo para o lado e começar a levantar-se de lado. Não levantar-se para frente;

– transportar objetos pesados que estão no chão: Agachar-se dobrando os joelhos, próximo ao objeto, e pegá-lo sem inclinar a coluna. Não carregar peso excessivo (exemplo: maior que três quilos).

– no trabalho em escritórios: utilizar cadeiras que não reclinem para trás, com apoio para os braços; sentar usando todo encosto e os pés totalmente encostados no chão. A tela do computador deve ficar na altura dos olhos para a coluna cervical (pescoço) ficar em posição confortável;

– carregar mochilas: utilizar mochilas nas costas usando alças dos dois lados e cuidado com excesso de peso, principalmente nas crianças;

– uso do salto alto: o salto pode acarretar dor na coluna lombar. Deve-se ter bom senso de usar eventualmente e, caso provoque dor, evitar o uso;

– dirigir: sempre com as costas apoiadas no banco e os braços parcialmente fletidos (não esticados totalmente);

– recomendação especial para gestantes: manter atividade física supervisionada e permanecer dentro do peso. Lembrar que as dores lombares em gestantes são comuns e, na maioria das vezes, não representam nenhum problema sério de coluna. Deve-se procurar um especialista em coluna para fazer o diagnóstico correto, tratamento e prevenção de novas crises;

– massagem e outros tratamentos alternativos: terapias locais como massagem, calor etc. podem trazer alívio para o paciente. Muitas vezes não trazem alívio da dor propriamente dita, mas causam bem estar e só isso já justificaria o seu uso, sempre com a indicação de um médico especialista.

– RPG e Pilates: para os pacientes com forte dor aguda é indicada a fisioterapia analgésica junto com RPG. Para os pacientes que melhoraram, a indicação é RPG ou Pilates para tentar prevenir novas crises de dor.

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